Minha gravidez: da descoberta aos últimos dias de gestação

Gestante segurando sapatinho azul de bebê sobre a barriga durante a gravidez

Descobrir que vamos ser mães é uma daquelas experiências que parecem difíceis de explicar em palavras. Mesmo quando a gravidez é desejada, o momento em que vemos um teste positivo pode trazer uma mistura enorme de sentimentos: surpresa, medo, felicidade, insegurança e, principalmente, a sensação de que a nossa vida está prestes a mudar completamente.

Comigo não foi diferente.

Minha gravidez começou de uma forma inesperada e, aos poucos, foi se transformando em uma das experiências mais marcantes da minha vida. Entre consultas, ultrassons, mudanças no corpo, preparação do enxoval e alguns sustos pelo caminho, fui descobrindo, pouco a pouco, o que significava me tornar mãe.

Neste artigo, quero compartilhar como foi a minha gravidez, desde a descoberta até os últimos dias de gestação. O relato do parto ficará para um próximo texto, porque essa história merece ser contada separadamente.

A descoberta da gravidez: quatro testes positivos

Testes de gravidez positivos indicando possível gravidez

Foi no dia 30 de março de 2025. Eu estava em casa com meu namorado e percebi que minha menstruação estava atrasada.

Até então, meu ciclo sempre tinha sido muito certinho, então aquele atraso chamou bastante a nossa atenção.

Decidimos comprar alguns testes de gravidez de farmácia. E não foram apenas um ou dois: fizemos cinco testes.

Os cinco deram positivo.

Eu ainda estava bem no começo da gravidez. Acredito que nem tivesse completado um mês, mas naquele momento já tínhamos a confirmação de que havia um bebê a caminho.

O primeiro sentimento foi de incredulidade. Foi um baque para nós dois. Ficamos muito surpresos e demoramos um pouco para entender que aquilo realmente estava acontecendo.

Era uma notícia que mudaria completamente os nossos planos e a nossa rotina.

Quando a ficha começou a cair

No começo, parecia até difícil acreditar que realmente seríamos pais.

Mas os meses foram passando, a barriga começou a crescer e, aos poucos, a realidade foi ficando cada vez mais concreta.

Um dos momentos que guardo com muito carinho foi quando vimos nosso bebê pela primeira vez no ultrassom.

Com aproximadamente oito semanas de gestação, ele ainda era minúsculo. Era tão pequeno que parecia quase um grãozinho de arroz.

Olhar para aquela imagem e saber que havia uma vida crescendo dentro de mim foi um daqueles momentos em que a ficha começou a cair de verdade.

A partir dali, já não era apenas um teste positivo. Era o nosso bebê.

Contando a novidade para nossas famílias

Depois de descobrirmos a gravidez, também contamos para nossas famílias.

A reação foi muito especial. Todos ficaram felizes, ansiosos e começaram a esperar pela chegada dele.

E, como acontece em muitas famílias quando existe um bebê a caminho, começaram também os palpites.

Menino ou menina?

A maioria das pessoas apostava que seria uma menina. Mas, no final das contas, todo mundo estava errado.

Era um menino!

Hoje é engraçado lembrar de todos os palpites e imaginar como cada pessoa tentava descobrir quem estava chegando antes mesmo de sabermos.

Como foi o meu pré-natal

Durante a gravidez, procurei fazer todo o acompanhamento corretamente.

Fizemos as consultas do pré-natal, os exames e os ultrassons necessários. Sempre procuramos seguir as orientações e manter o acompanhamento da gestação em dia.

Uma coisa que foi muito importante para mim foi poder contar com a presença do meu marido nos ultrassons. Ele conseguiu estar presente em todos eles, e isso tornou esses momentos ainda mais especiais.

Acompanhar juntos o crescimento do nosso bebê fez com que a gravidez fosse uma experiência vivida pelos dois, e não somente por mim.

As mudanças no meu corpo durante a gravidez

No começo, minha barriga demorou um pouco para aparecer.

Como eu já tinha um corpo mais cheio, a barriga de grávida não ficou evidente logo nos primeiros meses. Foi apenas com o passar do tempo que ela começou a crescer e ficar cada vez mais visível.

No final da gestação, porém, ela cresceu bastante.

Uma das coisas que mais me surpreendeu foi que, apesar do crescimento da barriga, não tive estrias.

Durante a gravidez, procurei cuidar bastante da minha pele. Sempre hidratava o corpo e utilizava óleo próprio para ajudar a manter a pele hidratada.

Também não tive espinhas durante a gestação.

Meu cabelo continuou caindo, mas como ele já caía normalmente antes da gravidez, não consigo dizer se a gestação aumentou ou não essa queda.

Quanto peso ganhei durante a gestação?

Ao longo de toda a gravidez, ganhei aproximadamente 12 quilos.

Foi uma mudança natural do corpo durante aquele período e, olhando para trás, percebo como é impressionante tudo o que o nosso corpo consegue fazer para gerar e sustentar uma nova vida.

Uma gravidez tranquila, mas com alguns sustos

De maneira geral, minha gravidez foi tranquila.

Graças a Deus, não tive muitos problemas. Não tive aqueles enjoos intensos, não fiquei vomitando e não passei mal constantemente.

Consegui levar minha rotina praticamente normalmente durante boa parte da gestação.

Mas, como nem toda gravidez é feita apenas de momentos tranquilos, também tivemos alguns sustos no caminho.

O susto com o sludge durante a gravidez

Por volta das 28 semanas de gestação, descobri uma alteração chamada sludge intra-amniótico.

Até então, eu nunca tinha ouvido falar sobre isso.

Naquele momento, uma das minhas maiores preocupações era o risco de parto prematuro. Saber que existia uma alteração que poderia estar relacionada a inflamação ou infecção e ao aumento do risco de prematuridade me deixou bastante preocupada.

Felizmente, fiz o tratamento com antibiótico conforme orientação médica e fui considerada curada da infecção.

Depois de todo aquele medo, veio o alívio de saber que estava tudo bem e que meu bebê continuava crescendo.

Placenta baixa: mais um momento de preocupação

Como se o susto anterior já não tivesse sido suficiente, em um dos ultrassons também descobrimos que minha placenta estava muito baixa.

Naquele momento, a orientação foi acompanhar a evolução da gestação para verificar se a placenta mudaria de posição conforme o útero crescesse ou se continuaria baixa.

Novamente, o medo da prematuridade apareceu.

Foram momentos de ansiedade, principalmente porque eu já tinha passado por uma situação relacionada ao risco de o bebê nascer antes do tempo.

Mas continuei fazendo o acompanhamento e seguindo as orientações médicas.

E, felizmente, as coisas evoluíram bem.

O medo de o bebê nascer prematuro

Durante essa fase da gravidez, uma das coisas que mais passava pela minha cabeça era: “Será que meu bebê vai nascer antes da hora?”

Tanto a questão do sludge quanto a placenta baixa fizeram com que a possibilidade de um parto prematuro se tornasse um medo real para mim.

Por isso, cada consulta, cada ultrassom e cada notícia de que estava tudo bem traziam um pouco mais de tranquilidade.

Até que os dias foram passando e conseguimos chegar cada vez mais longe na gestação.

No fim, meu bebê não nasceu prematuro.

Depois de todos aqueles medos, ele chegou no tempo dele — e até demorou um pouquinho mais do que o previsto.

O enxoval do bebê: comecei a comprar por volta dos seis meses

Também foi durante a gravidez que comecei a montar o enxoval.

Comecei por volta dos seis meses de gestação, mas não saí comprando uma quantidade enorme de roupas de uma vez.

Eu tinha muito medo de comprar roupas demais e acabar perdendo tudo.

Afinal, eu não sabia exatamente com qual tamanho meu bebê nasceria, se ele seria maior, se ganharia peso rapidamente ou quanto tempo usaria cada tamanho.

Por isso, decidi comprar as roupas aos poucos.

E essa estratégia deu certo.

Para minha surpresa, não perdi nenhuma roupa. Conseguimos usar tudo o que compramos.

Hoje, olhando para trás, vejo que não é necessário comprar tudo de uma vez quando estamos montando o enxoval. Pensar com calma e priorizar o que realmente será usado pode ajudar bastante.

Até quando trabalhei durante a gravidez?

Outra coisa que marcou minha gestação foi conseguir trabalhar durante praticamente toda a gravidez.

Graças a Deus, consegui trabalhar até aproximadamente 36 semanas de gestação.

Depois disso, entrei com a licença-maternidade e comecei a me preparar para a chegada do bebê.

Foi uma sensação diferente perceber que eu finalmente estava chegando aos últimos dias. Depois de tantos meses imaginando como seria aquele momento, ele estava cada vez mais perto.

A data prevista para o nascimento

A previsão inicial era que meu bebê nascesse no dia 4 de dezembro de 2025.

Mas ele decidiu que ainda não era a hora.

Depois de toda a preocupação com a possibilidade de prematuridade, acabamos esperando um pouco mais do que o previsto.

Ele nasceu somente no dia 12 de dezembro de 2025.

Ou seja, aquele bebê que tantas vezes me fez ter medo de nascer antes da hora acabou chegando depois da data prevista.

E talvez essa tenha sido uma das maiores lições daquela gravidez: por mais que a gente planeje, espere e imagine como tudo vai acontecer, algumas coisas simplesmente fogem do nosso controle.

Olhando para trás, como foi a minha gravidez?

Quando penso em toda a minha gravidez, lembro de uma mistura de sentimentos.

Começou com um susto. Depois veio a aceitação. Em seguida, a ansiedade para acompanhar cada fase, ver a barriga crescer, descobrir quem estava chegando e preparar tudo para receber nosso bebê.

Também tivemos momentos de medo, principalmente quando descobrimos o sludge e quando apareceu a questão da placenta baixa.

Mas, felizmente, conseguimos superar essas preocupações e chegar ao final da gestação.

Não foi uma gravidez perfeita — e acho que nenhuma precisa ser.

Foi a minha gravidez, com momentos tranquilos, preocupações, descobertas, mudanças no corpo, preparação, expectativas e muito amor crescendo junto com aquela barriga.

E então chegou o grande dia…

Depois de nove meses de espera, finalmente chegou o momento que tanto imaginamos.

Mas essa parte da história merece um relato só dela.

Quero contar com calma como foi o dia do nascimento, como começou o trabalho de parto, o que senti, como foi chegar ao hospital e, finalmente, o momento em que conheci meu bebê.

Essa será a história do meu parto — e fica para o próximo artigo. ❤️

Conclusão

Contar a história da minha gravidez é também voltar no tempo e lembrar de tudo o que senti desde aquele primeiro teste positivo.

Foram meses de descobertas, mudanças, expectativas e alguns medos pelo caminho. Mas, acima de tudo, foram meses em que fui aprendendo, aos poucos, a ser mãe.

Hoje consigo olhar para trás e perceber que cada consulta, cada ultrassom, cada compra para o enxoval e até mesmo cada preocupação fizeram parte da história que estava sendo construída.

E, depois de toda essa espera, meu bebê finalmente chegou.

Mas isso é assunto para o próximo capítulo.

Se você também está vivendo a gravidez ou já passou por essa experiência, espero que meu relato tenha feito você se sentir um pouquinho mais próxima de mim. Cada gravidez tem sua própria história, e compartilhar essas experiências pode ajudar outras mães a perceberem que elas não estão sozinhas.

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