Meu relato sobre a amamentação: os primeiros dias, as dificuldades e o que me ajudou

Bomba de extração de leite materno com recipiente de leite sobre uma mesa
Eu comecei a estudar sobre amamentação também no finalzinho da gravidez. Fui assistindo a vídeos, pesquisando como funcionava e tentando entender se existia alguma coisa que eu pudesse fazer para preparar o peito e evitar que ele ficasse tão dolorido.Eu ouvia muitas pessoas falando coisas como: “Passa bucha no bico do peito, porque aí ele fica mais resistente e você não vai ter problemas para amamentar. Eu fiz isso e não tive problema”.Só que, quando comecei a pesquisar por conta própria, descobri que não havia evidências científicas que comprovassem que isso realmente funcionava. Inclusive, cheguei a tentar, mas logo parei, porque era algo que machucava o peito.Também fui pesquisar sobre a produção de leite, sobre o que poderia ajudar e como funcionava a amamentação. Fui entendendo que primeiro vem o colostro, aquele primeiro leite produzido pelo corpo, e depois a produção de leite vai aumentando.

Comecei a me preparar para a amamentação ainda na gravidez

Antes do meu bebê nascer, eu queria entender o máximo possível sobre amamentação. Sabia que poderia ser uma fase desafiadora e, por isso, comecei a pesquisar antes mesmo de chegar ao parto.Eu queria saber como preparar o peito, como funcionava a produção de leite, o que poderia ajudar nos primeiros dias e quais produtos realmente poderiam ser úteis.Foi durante essas pesquisas que também comecei a perceber que existiam muitos conselhos que eram passados de mãe para mãe, mas que nem sempre tinham comprovação científica.Um exemplo foi justamente a ideia de passar bucha no bico do peito para “prepará-lo”. Eu cheguei a fazer, mas percebi que aquilo machucava e parei.

O colostro veio logo depois do nascimento

Eu também tinha ouvido muito aquela história de que, depois de uma cesárea, o leite poderia demorar mais para “descer”.No meu caso, porém, foi diferente.Como a minha cesárea aconteceu por necessidade, depois que eu já estava em trabalho de parto, acredito que meu corpo já estava preparado para o nascimento. Eu já tinha tido o rompimento da bolsa, estava tendo contrações e o meu corpo já estava entendendo que o bebê estava chegando.Assim que ele nasceu, depois que terminaram de me fechar e fomos para outra sala, eu já coloquei ele para mamar.E eu já tinha colostro.Então, comigo, essa primeira produção aconteceu muito rapidamente. Não sei dizer se foi exatamente por eu já estar em trabalho de parto, mas acredito que meu corpo já estava preparado para aquele momento.

Os primeiros dias de amamentação foram bem desafiadores

No começo, porém, a amamentação foi bastante desafiadora.Meu peito ficou com muito leite e doía bastante. Eu sentia o peito muito cheio, pesado, quente e dolorido.Foi uma sensação muito intensa. Meu peito chegou a ficar tão quente que parecia que estava pegando fogo.Além disso, começou a vazar bastante leite, principalmente nos momentos em que o bebê estava mamando.E foi aí que um item acabou se tornando indispensável para mim: as rosquinhas de amamentação.

As rosquinhas de amamentação foram indispensáveis para mim

Se tem uma coisa que eu recomendo pela minha experiência é: comprem rosquinhas de amamentação. Comprem várias!Eu não conseguia usar uma roupa diretamente encostada no peito. Se o tecido grudasse, doía muito.Então eu precisava usar sutiã e as rosquinhas de amamentação praticamente o tempo todo.Só que aí acontecia outra coisa: o leite vazava e a rosquinha ficava completamente encharcada.Às vezes, o bebê estava mamando de um lado e o outro peito começava a vazar. E lá ia eu trocar a rosquinha novamente.Por isso, ter várias delas disponíveis facilitava muito a minha rotina nos primeiros dias.

A bombinha de tirar leite também fez muita diferença

Outra coisa que muita gente me dizia era: “Não precisa comprar bomba de leite. Para quê? Você só vai precisar quando começar a ordenhar”.Mas eu fiz questão de comprar uma antes do nascimento dele e não me arrependo.Meu peito chegou a ficar tão cheio que eu sentia como se estivesse pegando fogo. Ele ficava extremamente quente, pesado e dolorido.Quando isso acontecia, eu usava a bombinha para retirar um pouco de leite e aliviar aquela pressão.E, para mim, ajudava bastante.

Usei a bombinha para aliviar o peito muito cheio

Eu sei que existe aquela preocupação de que quanto mais o peito é estimulado, mais leite o corpo pode produzir.Por isso, a extração de leite precisa ser feita de acordo com o objetivo e, quando necessário, com orientação de um profissional especializado em amamentação.Mas, naquele comecinho, quando meu peito estava extremamente cheio e dolorido, a bombinha me ajudava a aliviar bastante o desconforto.Foi algo que funcionou para mim naquele momento.

A bombinha também foi útil quando voltei a trabalhar

Depois, a bombinha acabou se tornando útil por outro motivo.Quando precisei voltar a trabalhar, eu já tinha o equipamento para conseguir retirar o leite e deixar armazenado para o meu bebê.Então, além de ter me ajudado bastante naquele começo, quando meus seios estavam muito cheios, ela também acabou sendo importante para a minha rotina de trabalho e para continuar oferecendo leite materno ao meu filho.

Meu bico do peito ficou sensível nos primeiros dias

No começo, o bico do peito também ficou bastante sensível.Eu tinha comprado uma pomada específica para usar durante a amamentação, mas, no hospital, conversei com uma enfermeira especialista em amamentação.Ela me orientou a passar o próprio leite no bico do peito, explicando que isso poderia ajudar na recuperação e na cicatrização.Eu até tinha a pomada, mas, mesmo sabendo que ela poderia ser utilizada durante a amamentação, fiquei com receio.Na minha cabeça, eu preferia não colocar a pomada e acabei nem usando.Depois, passei a pomada para uma pessoa que também estava esperando um bebê e segui apenas com o leite materno.

Os primeiros três ou quatro dias foram os mais difíceis

Comigo, o peito acabou cicatrizando e eu não tive aquela dor intensa durante toda a amamentação.Não chegou a sangrar. Os dias mais difíceis foram mesmo os três ou quatro primeiros, porque o peito estava muito sensível e tudo era muito novo.Foi puxado, foi cansativo e doeu, mas não chegou a ser algo insuportável para mim.Depois dessa fase inicial, fui me adaptando e a amamentação começou a ficar mais natural.

Às vezes ainda aparecem pequenas feridinhas

Mesmo depois dos primeiros meses, eventualmente pode acontecer de aparecer uma pequena feridinha no peito.Comigo, isso costuma acontecer de vez em quando e melhora rapidamente.Quando acontece, continuo cuidando da região e, seguindo a orientação que recebi, uso o próprio leite para ajudar na recuperação.Não é mais aquela dificuldade dos primeiros dias. Hoje já sei reconhecer melhor quando alguma coisa não está confortável e consigo lidar com muito mais tranquilidade.
Sacolas para armazenar leite materno com leite ordenhado

O que eu aprendi com a minha experiência de amamentação

Hoje, olhando para trás, percebo que estudar sobre amamentação antes do meu bebê nascer me ajudou bastante.Eu fui entendendo o que poderia acontecer, conheci algumas dificuldades que poderiam aparecer e consegui me preparar melhor para aquele começo.Mas também aprendi que cada mãe e cada bebê vivem a amamentação de uma maneira diferente.O que funcionou para mim pode não funcionar da mesma forma para outra mãe. Por isso, além de pesquisar, considero muito importante buscar acompanhamento de profissionais especializados em amamentação quando surgirem dificuldades, principalmente em casos de dor intensa, fissuras, problemas na pega ou dúvidas sobre a produção de leite.Para mim, os primeiros dias foram desafiadores, mas passaram.E, depois daquela fase inicial, a amamentação foi ficando mais natural.Foi uma experiência que começou com peito dolorido, vazamentos, muito leite e bastante adaptação, mas que também trouxe uma conexão muito especial entre mim e meu filho.

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